quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

MAIS UM NATAL

É mais um natal... não o vejo como só mais um!
É novamente tempo de inexplicavel euforia... De correrias e ansiedades...
É o tempo que passa por nós - nem mais depressa, nem mais devagar... apenas passa e leva muito, nesse seu passar.

Parece ser apenas mais um Natal, mas na verdade, na vida nada se repete...

Um bom Natal para todos!

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

PAIS PRESTADORES DE AJUDA

Excuso-me a dizer-vos que a minha ausencia daqui, se prende com falta de tempo... Não é esse o motivo. Já sabem que quando não tenho muitas palavras de esperança, prefiro ter falta! Acontece que os dias têm passado, mantendo o mesmo tipo de sentimentos e não queria arriscar-me a ser expulsa por falta de comparencia:)
Sinto falta de aqui vir e poder dizer o que me vai na alma, mesmo quando ela se reveste de cores mais cinzentas. Não é péssimismo - é mesmo a realidade que insiste em não trazer grandes alegrias. Nem tristezas,(felizmente), mas a actual situação tem o dom de minar a maior parte de nós, colocando-nos em profundo cepticismo, não nos permitindo pensamentos positivos ou a veleidade de ter grandes expectativas.
Sinto que a generalidade das pessoas, sucumbiu à onda do cansaço e vive automáticamente os dias!
Quem nos governa, pensa em pouco mais do que numeros, transformando demasiadas vidas em impensáveis fatalidades.
Em todo este contexto, ficam rigorosamente esquecidos, os mais vulneráveis da sociedade...
Ora como mãe de uma criança com comprovadas "vulnerabilidades", e amiga de muitas outras em semelhante situação, calculam as situações lamentaveis que vou conhecendo todos os dias? São muitas falhas, é muita negligencia, é muita hipócrisia...

Mesmo que queira ter o necessário distanciamento emocional para poder dar-me como apoio, tal não é mesmo possivel. Não tenho palavras de apoio, porque não há respostas... Não há alternativas e o caminho vai-se estrangulando à medida que os filhos crescem, tomando inevitavelmente outra forma, o rosto da incapacidade.

Questiono-me sobre o meu papel de mãe prestadora de ajuda - (formação que ainda estou a fazer a par de um projecto que aqui dei a conhecer-vos há uns tempos) - Qual ajuda??? Caramba, se nem eu tenho ajuda, que ajuda posso dar seja a quem for!?




sábado, 1 de setembro de 2012

LINDO MÊS DE AGOSTO

Agosto, por aqui - mês de fantasia!
Mês de paragem das rotações da terra...  Não há horários, nem prazos, nem redes sociais, nem medos.
Mês de faz de conta que não existem preocupações, nem compromissos... só o sol e o calor, a praia e passeios infinitos por lugares desconhecidos.
Mês de apoio... de férias a sós, de namoro eterno, de dormir até tarde, sem turnos!
Mês doce, saboroso, por vezes com um pequeno travo a culpa - Como se estivessemos a usufruir de algo que não é certo, algo ao qual não temos direito... Desembrulho um chocolate e altero-lhe este incomodo sabor, aproveitando ao máximo os momentos. São breves e são poucos, não há como não disfruta-los... é deles que nos enchemos um pouco mais para o ano que se aproxima, sabendo que a repartição destes momentos e dos outros, é tão exageradamente desiquilibrada! Sabendo também que muitos há que nem no mês de Agosto têm hipótese de desembrulhar o chocolate - uns porque não podem, outros porque não sabem!
O nosso lindo mês de Agosto, é feito de tanta coisa! Também de saudade - aquela que bate forte e descontrolada quando deixamos a parte mais importante de nós com os avós, em terras do Norte. Nesse instante de curta despedida, cedo - derrotando ao instinto materno, porque na verdade, a felicidade dos 3 constroí-se numa vida harmoniosa a dois, que é preciso acarinhar, que é urgente procurar!
No fim, o coração aliviado respira a felicidade de mais alguns bons momentos que fizemos tudo por alcançar, na certeza que nos outros 11 meses do ano, o esforço por sobreviver será incomensuravelmente maior...

Findo mais um mês de fantasia, fica a esplanada vazia de nós, e nós cheios de tanta coisa que soubemos viver - Não há negócio mais lucrativo...  (pena que,só o seja a curto prazo).

terça-feira, 3 de julho de 2012

O MEU MAL É PENSAR

Não desisti de escrever, (embora pareça). Podia lá fazê-lo!
Nem saí de cena - venho até aqui muitas vezes rever-me e rever amigos, mas acabo sempre por sair "silenciosamente".
De facto, tenho vindo menos e faz-me falta para me "arrumar". É que às vezes vivo tanta coisa num só dia, que me perco em pensamentos. Noutras vezes, foge-me o tempo e agendo a transfega dos acontecimentoss para depois... E os dias vão-se assim preenchendo a uma velocidade que dificilmente consigo travar, tal como os meus destravados pensamentos que ficam agarrados ás milhentas coisas que me rodeiam. Parece que desperdiço bocadinhos de  mim, por toda a parte e desfragmentada sinto-me incapaz de escrever com a devida coerência.
Mas vou tentar:
A actualidade - no seu geral - não me inspira a grandes optimismos (creio que a ninguém)... e talvez em consequência disso, equacionar hipotéticamente o futuro, ainda me inspira menos.
Fico-me  então, pelo presente (curto prazo):
 - Essa maravilha de terminada a escola, poder ter o meu menino aceite e integrado no seu ATL (maravilha porque é algo vedado muitas vezes a meninos diferentes), onde todos os dias nos dizem que se portou muito bem;
- a (forte) probabilidade de ele poder ter "porta aberta" para o ATL da futura (nova) escola, muito, por ser conhecida a sua boa educação, coisa da qual aliás, muito nos orgulha cá por casa... poucos imaginarão o que a mesma representa... (vamos ver como corre);
-  a (agora) certeza de que na nova escola será implantado recurso identico ao que já vinha a usufruir desde o 1ºano, apesar das contingências financeiras conhecidas até à exaustão;
- e ... a cereja no topo do bolo: pelo menos uma das professoras de sempre, acompanha-lo-á nesta transição e ao longo do novo ciclo. (Se bem que o meu desejo era a continuídade de toda a equipa a trasitar com ele - isso é que era).

E mais não sei, porque isso já era querer saber muito, seria já querer saber mais que os outros pais, e mesmo que possa até ser legítimo este querer saber, não é possivel, porque são coisas que ninguém sabe a esta altura (e muitos nada querem saber em altura nenhuma). 

Por conseguinte, e pela parte que me toca, deveria estar totalmente tranquila... mas o meu espirito permite-me lá tal acrobacia! O meu mal é pensar - (digo-o muitas vezes) -  e secretamente invejo a capacidade de não pensar, noutros pais. Este desportivismo materno e paterno de viver bem sem nada saber, porque tudo se cria!
Muitos nem sabem se os filhos passaram de ano,  como correram as aprendizagens, o que é preciso fazer para motivar mais ao estudo... Muitos não têm esta especie de bicho a morder nas canelas desde o momento em que se nos rebenta a barriga e de lá saí um filho!
E é nestes filhos dos outros - aqueles que pouco querem saber deles - os filhos dos outros que simplesmente se criam, que às vezes vou deixando estilhaços meus, que depois me vejo aflita para apanhar...

quarta-feira, 6 de junho de 2012

"NÃO TENHAS MEDO"


A poucos dias de terminar mais uma ano lectivo, sinto-me a modos que num estranho "stand by". Parece que levei uma epidural, mas só fiqueí anestesiada, da testa para cima - O pensamento não fluí, nem progride, apesar de ao longe me ser possivel ver um grande desafio aproximar-se.

Terminou o primeiro ciclo:  a escola mais protegida; os colegas - digamos que numa idade mais favoravel do que a da adolescencia;  uma unica e dedicada professora da turma; a sala da unidade com as mesmas amigas professoras de sempre; a presença das queridas assistentes operacionais, e tantos outros pormenores de emotividade e rotina a que o Vasco já há muito se havia habituado.

É o tempo que comanda agora o caminho e a mudança, ainda que não seja radical, será sem duvida significativa... e irreversível.

Sinto-me como quem vê ao longe um furacão e não se sente minimamente cientista em busca deles... Vejo-o  (ja não muito longe), e sei que passará por mim, sem que eu possa detê-lo ou fazer algo que o desvie da minha rota. Dada a minha impotencia momentanea, não consigo raciocinar correctamente para me poder encher da natural ansiedade que uma situação desta provoca e reagir (de alguma forma, sei lá). Mas esta epidural deve ser de marca genérica e falha, não me adormecendo também, e já agora, o medo...
Esse malvado que destila fervorosamente dentro de mim, como quem mina um corpo fraco sem anticorpos e consome-me mas não me faz sentir dor.

"Não tenhas medo, vai correr tudo bem", oiço uma ou outra vez, e quero acreditar nisso, e quero pensar assim, e quero muito, muito, muito, mas estou tão anestesiada que não progrido neste pensamento, aliás, não progrido em pensamento algum, o que progride sem travões é o tempo que me aproxima desta tempestade inevitável.

Pode ser que ela passe e enfraqueça à passagem... sei que há tempestades assim, que perdem força à medida que avançam.
Pode ser que ela venha acompanhada de ventos fracos e uma amena temperatura, tornando-se mais fácilmente suportavel...
Pode ser que seja localizada e quanto muito, me abane apenas a mim...
Pode ser que ela até seja uma miragem, e nem exista na realidade...

Mas a minha maior esperança - que essa felizmente a anestesia não levou -  é que ela venha e se desvie de nós, assim que se depare com a luminosidade do sorriso doce do teu olhar, meu filho. 

sábado, 19 de maio de 2012

 
Web Statistics