quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

CUMULO DA COMPREENSÃO



Um cumulo é um excesso, é uma hipérbole geradora de anedotas. É um ponto apartir do qual, uma situação se torna caricata por utrapassar os limites do razoável.
Por vezes sinto ulprapassar eu própria, determinados limites - particularmente um que me ocorre de momento, que é o da compreensão!
Quase sempre encontro uma justificação para tudo, mesmo para aquilo que não tem grande explicação. Senão vejamos a seguinte anedota que eu propria crieí:

- O cúmulo da compreensão é entender e aceitar sem um violento ataque de fúria, que os outros nos digam de um filho - e directamente na nossa cara (quando ele apresenta uma diferença) - COITADINHO!

Entendo sinceramente, que esta não é normalmente uma reacção prepositada com maus intuítos para nos ferir, (pelo contrário). Por conseguinte, compreendo a ideia e "engulo" sempre sem ripostar ... Mas com igual sinceridade pergunto: Será que não podiam reflectir um pouco (só um bocadinho), para não usarem tal expressão, que é (a meu ver), reveladora da mais pobre e ignorante emotividade?

11 comentários:

Fê-blue bird disse...

Minha amiga:
Muitas vezes engolimos em seco, quando ouvimos ou vemos pessoas tão ignorantes emotivamente, como tão bem descreveu.
Nessas altura também fico cá com uma vontade...
Bem, mas vamos pensar em coisas e pessoas positivas que felizmente também ainda se encontram.
Tenho tido saudades suas.

Beijinhos

Mina disse...

:-) Tudo se engole com muito sentido de humor eheheh
E quando acrescentam "mal empregado" e é tão bonitinho:-)
Bjinhos

Homesick Green Alien disse...

Atena, preparava este comentário, quando dei conta de novo post. Pq acho que estes dois últimos post se correlacionam, publico-o (com pequenas alterações) aqui:

É realmente mt difícil lidar com naturalidade perante a diferença. E qt mais diferente, mais difícil se torna. É necessária uma boa dose de senso, coragem, humanismo intrínseco e mt, mt generosidade na alma… E, claro, conhecimento. Não estranha, por isso, que a primeira reacção, instintiva, seja de estranheza qd não o afastamento perante uma determinada ‘anomalia’. Não sei se por imposição da sociedade se doutra coisa qlq, já que o ser humano, como animal que tb é, está programado para a sobrevivência. Daí que tudo o que lhe ‘cheire’ a saúde o atraia e todo o seu contrário, crie sempre, no mínimo, alguma resistência. A diferença do ser humano está, (ou nalguns casos deveria estar), na consciência, na inteligência e na sensibilidade, que os outros animais não possuem ou, por outras palavras, não possuem de forma tão vincada ou desenvolvida.


Por isso, se por um lado é difícil de aceitar ‘à primeira’ td o que não se integre nos parâmetros considerados por normais (física e/ou comportamental) dos indivíduos da nossa própria espécie: a tal ‘diferença’, por outro, temos a capacidade de conseguir adaptarmo-nos a ela, de a aceitar, de a compreender, e inclusivamente dar o passo decisivo no sentido de ajudar quem sofre dessa diferença, realizarmo-nos a nós e a quem nos rodeia e, por fim, atingir a tal 'paz interior' e a felicidade com outra regularidade.

Claro que nem todas as pessoas tem igual capacidade, existem umas que são mais inteligentes (emocionalmente, entenda-se), mais sensíveis, mais altruístas, enfim… no fundo, mais Humanas - com a completa dimensão do que isso representa -, e outras menos… Pq mais inseguras, desconfiadas, ‘fracas’… A dicotomia conhecimento/ignorância possui tb aqui um importante papel, já que pode acentuar qualidades e/ou esbater defeitos inatos.

Do que leio da Atena, não só está entre o primeiro grupo (o da compreensão, claro), como, dentro desse grupo, consegue ser um exemplo. “Therefore do not worry!” :)

Não vos conheço, a si e à sua família, de parte alguma, mas fico genuinamente satisfeito pela vossa evolução e, claro, pelos ‘degraus’ que, paulatina mas com segurança, o Vasco vai subindo. Muitos parabéns.

Atena disse...

Olá Amiga Fê,
O tempo tem sido bem mais escasso... por isso, também eu tenho sentido falta de deixar aqueles amigos mais queridos, uma palavra. Apesar disso, praticamente não há dia em que não visite cada um de vós, mas fica a faltar-me deixar um miminho.
Sobre o post, temos mesmo que refrear certas vontades de dar aquele coiço a algumas pessoas... o que me segura muitas vezes, é perceber que não o fazem por mal. Por outro lado, continuo a ser surpreendida com pessoas positivas, amigas e sensíveis que vão cruzando no meu caminho e que valem muitíssimo mais.
Grande e especial bejinho, querida amiga Fê

Atena disse...

Amiga Mina, pareço meio fugida, mas acredita que tenho estado presente pelos vossos espaços internauticos. O Bruno parece-me melhor do malfadado epísódio de violencia e negligencia. E tu Mina, és sempre um motivo de grande inspiração e exemplo para mim. Como sempre consegues passar por cima das coisas mais complicadas e dolorosas que te aparecem... sempre com um magnífico sentido de humor - que grande arma Mina! O que fica dentro de nós é outra coisa, mas mesmo aí o humor é a melhor arma, apenas demora mais tempo a solidificar a "coisa".
A frase que registas aqui: "mal empregado" e é tão bonitinho"... É o must supremo que devem pensar ser optimo de ouvirmos! Enfim, temos de ser compreensivas, nem que seja no cúmulo dos limites! Tu Mãe Mina, suponho que deves estar já vacinadae calejada com estes "mimos" alheios:-)
BEIJÃO FORTE (tão forte como nós tentamos ser)

Atena disse...

Amigo Homesick G. Alien,
Tanto que eu gosto de ler as suas lúcidas e amigas palavras. A clarividência do seu raciocíneo, chega a "envergonhar-me" e a fazer-me pensar que a verdadeira inteligência emocional, reside nas pessoas que sem terem alguma vez sentido estas questões "na pele", conseguem percepcionar com uma sensibilidade brilhante, aquilo que sentimos! Interrogo-me inclusivamente como encarava eu estas situações, antes de ter sido mãe? Tranquiliza-me lembrar que mesmo aí, os meus sentimentos eram de solidariedade e respeito, mas o conhecimento que eu tinha sobre a deficiencia, eram nulo. O meu querido amigo, não só é sensível, inteligente e solidário, como quase fala a "minha lìngua"...e acima de tudo - mesmo sem nos conhecer - expressa-nos sempre um apoio, que queremos que saiba é fundamental. Espero merecer sempre o seu tempo, as suas visitas e a sua amizade.
Um grande abraço desta amiga

EC disse...

Quase me apetece dizer: coitados os pobres de espirito que se incomodam com a diferença e que ainda fazem esses comentários!
Um abraço grande!

atena disse...

Querida Amiga,
É também esse o meu sentimento, só que ainda são muitos a fazê-lo... Mas não são todos, e como diz a amiga Fê num comentário acima, pensemos nas pessoas positivas que também se cruzam connosco no dia a dia. Como a querida Elvira, de quem me lembro sempre com especial carinho.
Abraço forte

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Coitadinhos, em minha opinião, são os que fazem esses comentários, Atena

maria moura disse...

Atena

Não percas tempo a tentar compreender estas pessoas. E sempre que te apeteça responder ao comentário no momento, deves fazê-lo, porque é libertador. Se me permites a expressão, pessoas que têm este tipo de comentários são "pouquechinhas". Eu acho mesmo que no meio de tanta ignorancia e insensibilidade, há tb o patético falso moralismo.

bjinho
Carmo

caminhante disse...

há uns tempos via uma mulher, diferente em termos físicos, dar uma entrevista na televisão. chama-se mafalda. contava que, certa altura, duas mulheres passaram por ela e o "coitadinha", veio a seguir. não me lembro da resposta dela, mas sei que foi à altura. não da mafalda, porque ela é pequenina, mas das tais que não viram para lá da aparência. há muita ignorância por aí... só temos que ter o cuidado de não nos deixarmos afectar por ela.

um beijinho terno à mamã e ao filhote!

 
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