domingo, 17 de julho de 2011

(PRE) OCUPAÇÃO DE TEMPOS LIVRES

Conseguimos um ATL para o Vasco, durante 3 semanas, com idas à praia de manhã e actividades como culinária, ginástica, artes, etç., da parte da tarde.
Todos os anos se repete a saga de não sabermos como fazer com o Vasco, quando começam as férias escolares. É precido resolver como lhe ocupar o tempo de forma agradável e arranjar pessoas capazes para o fazer (acreditem que não é fácil).
- Jogamos com as nossas férias; tentamos pagar a uma pessoa para estar com ele em casa (coisa também algo complicada); contamos com os avós do Norte sujeitando-nos a estar quase 1 mês sem ele; contamos com a sorte, deixando-o em casa por alguns periodos com a avó Luz (minha mãe), que infelizmente está quase incapacitada para tomar conta dele, mas que vai dando um olho (ainda que meio vesgo)... Esta situação agrava em triplo os meus estados de ansiedade, imaginando o que posso encontrar quando chegar a casa, mas não tenho outra opção! É uma ginástica mental e um jogar com a sorte, que só quem porventura vive estas situações, compreende. As nossas opções são ínfimas e em muitos casos dramáticos que conheço, são nulas. (Normalmente, quanto mais incapacitante é o problema da criança, menos respostas e apoios existem).
Ora se para todos, esta questão das férias escolares é complicada, porque têm de arranjar ATL's com vagas e pagar, para nós estes são por vezes pormenores mínimos - (tomara todos os atl's que existem comtemplassem TODAS as crianças independentemente das suas limitações)! Por conseguinte, podemos desde logo contar com uma nega grosseira e insensível na cara, ou então com uma hipócrita mas diplomática falta de vagas, ou ainda com uma falsa grande vontade mas com escassez de meios adequados para responder ("falsa" porque creio que os meios arranjam-se quando há verdadeiramente vontade).
Depois, dos raros ATL's que os aceitam temos de tentar perceber se o fazem com responsabilidade e consciencia para fazer uma discriminação positiva, ou se esta aceitação é um sim meramente rentável para as suas empresas, ou demasiado despreocupada perante quem necessita atenção diferente.
Felizmente, temos conseguido manter alguma calma para engolir o sapo das negas; das falsas diplomacias e das supostas preocupações com a falta de meios - quer de ATL's, quer de instituíções que conhecem perfeitamente o problema mas fingem desconhecer para não lhe dar resolução...

A tarefa tem de facto sido complicada, mas as coisas - contando também com a sorte - têm sido ultrapassadas.
Este ano, pela primeira vez, um ATL que não conhece o Vasco, nem a nós, abriu-nos as portas com tranquilidade, questionando apenas pelas particularidades que ele possa ter, para saberem como melhor lidar . (pareceu-me bem).
Resta-nos a pena de só podermos pagar 3 semanas, porque não somos diferentes nas dificuldades financeiras que se enfrentam, não somos diferentes nas contas para pagar, nem na dispensa para abastecer todos os dias! Pelo contrário, as contas para nós são acrescidas de terapias, e outros custos inerentes.
A mim - (mãe galinha crónica) - resta-me ainda, ultrapassar aquele medo sempre presente, de não saber como irão correr as coisas! Aquele medo que o meu menino não fique feliz, de que não o entendam e eu não esteja por perto para "explicar", por perto para o proteger...

4 comentários:

Sandra disse...

Sim acredito que seja difícil, principalmente colocarem o coração ( e a cabeça ) ao largo qnd o deixam onde quer que seja nas férias. No entanto, assim como os escuteiros, este ATL que encontraram este ano, é um bom presságio, um indicador de algumas mudanças...

Bj

Anónimo disse...

Não acho que seja mãe-galinha. Para mim, é uma Grande MÃE.
(Rosa Carioca > Pensasentimentos)

Fê-blue bird disse...

Minha amiga:
Preocupação terá sempre, pois ser mãe é isso mesmo, independentemente de ter ou não um filho com cuidados especiais.
Espero e desejo que o Vasco se divirta e a mãe... relaxe :)

beijinhos

Ava disse...

Verdadeira Mãe coragem! Mas acredito que o Vasco vai se divertir muito e a mãe tentar descansar um pouco. Sei que é difícil quando não temos os nossos filhos por perto. Mas tudo vai correr bem.

Beijinhos doces, Ava.

 
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