No exato momento em que na passada semana, noticiavam que se até às 16 horas desse dia, os manifestantes numa praça da Ucrânia não dispersassem, seguiriam ordens do presidente para a policia os dispersar, senti como que de forma premonitória mas muito evidente, o cheiro da luta e da morte no ar... Assim pensei, visualizando internamente, e assim aconteceu!
Foi depois com um sentimento indiscritível e uma mistura de vários pensamentos que a tudo assisti impávida mas não serenamente, através da minha televisão.
Retive de tudo o que vi - no conforto de um país de hipócritas (no qual me incluo) - a força que o carater e a união das pessoas ainda podem ter na mudança de um percurso da história. Retive as mortes que lamentavelmente costumam ficar como símbolos heroicos destas lutas e retive o que realmente querem dizer algumas pequenas palavras, como coragem, convicção, persistência, entrega, liberdade... Retive que não devia ser assim, mas que assim é!
Retive o melhor e o pior do ser humano... e retive que o mundo é tão grande, que é feito de tanta coisa, mas que para que determinados resultados se deem são e serão sempre as pessoas - as suas atitudes, ações e gestos - que fazem da vida aquilo que ela verdadeiramente é!
Talvez tenha passado ao lado (ou por cima, ou por baixo) de muitos de nós, mas não a quem seja sensível a causas...
Entretanto por este mundo fora, outras lutas com outras pessoas e outras causas, se vão impondo e resultando conforme as convicções, a coragem, a persistência e a força, que os seus intervenientes lhes entreguem.
Entretanto outras injustiças... mas também outras pessoas de coragem existirão sempre para mudar mesmo, o percurso das coisas. Ah quem me dera ser assim corajosa!
domingo, 23 de fevereiro de 2014
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2 comentários:
Amiga Atena, penso que a coragem vem com a união, e em Portugal falta-nos esse elo.
Falta-nos solidariedade , entrega e espírito colectivo.
Na praça da Ucrânia houve tudo isso.
beijinho
Falta-nos isso tudo... faltam-nos valores! Ainda tinha esperança no ensino, porque acredito que é na educação que se lançam as sementes, mas constatando a realidade, questiono-me muitas vezes, que sementes estamos agora a lançar? Bj grd
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