quarta-feira, 24 de agosto de 2011

SORTE

Acabamos agora de falar com o Vasco ao telefone.
Temo-lo feito todos os dias - juntos, à hora do jantar e quase todos os dias também à hora de almoço, em separado. Queremos ouvi-lo e saber como passa cada dia. Confesso que me esquivo de ligar ao almoço, porque receio o que me possa dizer. Receio que me diga que tem saudades, que me quer ao pé dele, ou algo do género que me faça pegar no carro e fazer os 400 kilometros que nos separam, para o ir confortar (e buscar). Por outro lado, quando estou com o pai, sinto-me mais forte para o que possa encontrar do outro lado da linha...
Entretanto, os dias vão passando e o que é certo é que a alegria do nosso menino na casa dos avós, tem sido diariamente confirmada e apresenta-se em modo crescente. A dele e a dos avós!
Ora os avós, normalmente sózinhos, têm agora alguém com eles que lhes preenche o dia, a casa e a alma de um maneira que nem devem dar pela passagem do tempo! Imagino as brincadeiras, os moches ao avô, as risadas e a boa disposição que eu tão bem conheço no meu menino! Já ele, num ambiente totalmente diferente ao que está habituado - daqueles a fazer lembrar a série "uma casa na pradaria" - menos preso, menos vigiado pela "chata" da mãe, sem aqueles pormenores das exigências dos "obrigados", dos "se faz favor", das fichas de trabalho etç., deve estar a sentir estas férias como que uma estadia numa daquelas ilhas paradizíacas do pacífico, rodeado de boa praia, empregados para o servir, massagistas e tudo!

Apesar da estranheza da nossa casa vazia, da falta dele, dos abraços, beijos e até do seu cheiro, saber que avós e neto se sentem felizes, faz-nos sentir mais tranquilos e até priviligiados por podermos usufruir assim destes momentos a dois.
Sei bem que lamentavelmente e pelos mais diversos motivos, poucos pais e filhos têm a mesma sorte! E, meu Deus, como isso seria tão importante para cada familia (particularmente), como a nossa...

5 comentários:

Maria disse...

São momentos tão bons e importantes para eles. A nós fazem-nos falta, mas a eles faz-lhes tão bem...
bjs grandes

Rosa Carioca disse...

"Quem nossos filhos beija, minha boca adoça." Certo?

Atena disse...

Amiga Maria, é por ser bom para todos que nos alegra mais. Quando é assim, só pode fazer-nos bem. Quem dera que seja sempre assim!

atena disse...

Amiga Rosa, CERTÍSSIMO! É incrível como conseguiu tocar na muche mesmo sem eu dizer tudo! Quando comecei a escrever este post, queria dedica-los aos avós do Vasco (particularmente ao avô, que tem sido maravilhoso para o meu menino). Depois a escrita tomou outro rumo e guardeí-me para faze-lo mais tarde. Acheí tão curioso o seu comentario, porque por trás das minhas palavras, está mesmo um sentimento imenso e profundo de gratidão para com os avós do Vasco, pela forma como o amam e o fazem sentir-se feliz! (Um dia escrevo o que me vai na alma, sobre isso). Beijinho grande

Carlos Barbosa de Oliveira disse...

Eu creio que a Rosa disse tudo. E é tão bom poder partilhar esse sentimento de alegria...

 
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